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Entrada Nosso Lar

Assisti o filme Nosso Lar nesta segunda feira acompanhado da esposa e mais 5 amigos, sendo 3 deles do Núcleo Espírita Chico Xavier de Londrina. Por ser baseado no livro usado como base do segundo semestre do Ciclo Introdutório, um curso regular de espiritismo com duração de 4 semestres, optamos por incentivar aos alunos a assistirem o filme, como uma aula especial.

Nossas expectativas começaram a ser satisfeitas desde o momento de entrada no cinema, já que em seu quarto dia de apresentação tivemos uma sessão lotada. Minha esposa viu alguns companheiros de doutrina de outras casas.

Quando o filme começou nossa visão do umbral foi quase totalmente satisfeita pelas cenas apresentadas no filme. Talvez esperássemos um ambiente mais aterrorizante, com mais sofrimento, mas as cenas de confusão, angustia e medo já serviram para apresentar um pouco do que espera cada um de nós se não tomarmos as devidas precauções.

Entre os flashbacks de sua encarnação terrena e seu perambular pelas regiões umbralinas, vemos um André Luiz, não muito diferente da grande maioria de nós. Não estamos falando de um político desonesto, ladrão, assassino, pedófilo ou mesmo um simples homem mal ou agressivo. Estamos falando de um médico, com sua vida cotidiana, sua família, uma vida boemia, considerada por muitos como normal, sem ser assim considerado um pervertido sem vergonha, benbendo “socialmente” como muitos de nós, mas sem ser um alcoólatra, e fumando seu cigarro, aceitável pela grande maioria. Ou seja, alguém exatamente como nós.

André não fazia o mal a ninguém e mesmo a contra gosto, aceitava as oportunidades para fazer o bem. Não fazendo o mal e também não se esforçando e produzir nenhum fruto bom, permanecia num estado de estagnação, como a maioria de nós trabalhamos, temos a nossa familia, nossa vida social, vamos a igreja, culto, missa e basta. Já pelas primeiras cenas vemos a situação a que André passa por causa de sua estagnação terrena. Após um tempo, entende que está morto, mas sente sede, fome e dor. Situação muito bem demonstrada pelas cenas onde vemos André sorvendo a lama para conseguir água, sentindo as dores dos ferimentos terrenos e se alimentando de raízes. (Após a morte sentimos as mesmas sensações que em vida, pois o corpo físico se vai, mas o espírito e o períspirito fica)

Uma situação que não causou tanto impacto quanto ao ler a obra foi o tormento sofrido por André nas zonas umbralinas, pelos outros espíritos que o atormentaram por sua situação de suicida. O que mais o atormenta é não compreender o motivo dessa alcunha.

Mas continuando no filme, vemos até que nessa situação ele não percebe nem mesmo a ajuda espiritual que está a todo momento resgatando espíritos no umbral. Devido ao seu conhecimento não praticante da sua religião aquilo não tinha significado. É necessário chegar ao fundo, sem energias e já sem forças para resistir às acusações para que pudesse lembrar da existência de um Criador e assim o evocá-lo através da oração.

Nesse ponto do filme, sem a tamanha comoção apresentada na rádio novela de Nosso Lar, vemos o resgate de André, o qual segundo o livro ocorre oito anos após o seu desencarne, abro um parênteses para pedir ao leitor que por um instante se imagina numa situação inversa a qual já conhecemos por vezes muito bem: ao invés de termos um parente falecido, vamos nos por no papel de falecido, e começar pensando que sua família que está toda sofrendo por você, estão chorando, estão tristes na certeza de nunca mais o verão. Se você é um pai de família que sustenta a casa ou tem a maior participação nessa tarefa, imagina como seria a preocupação de imaginar o que terá acontecido com a sua esposa, será que ela está tendo que trabalhar, se já não o fazia, será que alguém não está se aproveitando da situação deles? Será que seus filhos seguiram o caminho que você esperava? Será que com a sua ausência, não ficará mais fácil para o caminho das drogas, dos vícios e da criminalidade? Basta começar a nos preocuparmos com isso para uma angustia nos aflingir dentro do peito. Agora pense em você acordando em um ambiente hostil, escuro, fétido, sentindo dores horríveis, e sabendo que tudo isso pode ser verdade, e o mais importante: você não tem como saber se algo aconteceu ou não. E agora adicione essa preocupação durante dias, semanas ou até mesmo ano. Isso sem falar na saudade que você com toda certeza estará sentindo. Pense bem sobre isso.

Após o regaste temos uma bela imagem das terras espirituais em volta de nosso lar. Uma região campestre, cheia de cor e vida e dando destaque em um ponto que pode fazer com que pensem que os efeitos especiais são muito forçados: O Sol. O Sol em nosso lar é descrito com uma beleza e um brilho muito mais intenso em amarelo, de uma beleza incrível. E isso reflete nas terras e principalmente na arquitetura de nosso lar que reflete e irradia essa mesma luz. Vemos até mesmo na muralha que envolve a cidade feita de pedra, mas que a um simples pensamento se dissolve demonstrando a sua essência etérea.

Ao adentrarmos “Nosso Lar” vemos então os locais já tão íntimos para nós que já acompanhamos os livros de André, materializados pelos efeitos e fotografia utilizados no filme, não como nossa mente imaginou, (digo isso pessoalmente, pois muitos podem ter imaginado daquela forma) mas mesmo assim, belíssimo e tão cheio de “vida” como a “morte” deveria ser.

André é levado para o Ministério do Auxílio, o que podemos chamar até de privilégio se considerar a situação dos que chegam e são levados as câmaras de retificação, mostradas mais a frente no filme. Nesse local temos em boas doses de humor e um pouco de exagero na emoção, as explicações necessárias para compreender a situação que o levou a ser considerado até esse ponto um suicida. André ganha um grande amigo que será seu companheiro nesses primeiros anos, Lisias. Como muitos, André não consegue aceitar a sua situação ainda, não o fato de estar morto, já que a lógica médica lhe ajuda nesse ponto, mas o fato de não poder se comunicar ou ter notícias de sua família.

Ao saber que é necessário trabalho para conseguir bônus-hora que lhe darão direito a ver sua família, André em seu intimo acredita ser possível continuar a ser o médico terreno. Mas essa idéia foi facilmente derrubada pelos argumentos da enfermeira Narcisa.

Nesse exato ponto do texto, que estava sendo escrito no dia 07/09 a noite, um telefonema me surpreende de uma forma incrível. Meu tio mais próximo, estava muito mal em hospital entre a cidade vizinha e a nossa. Interrompi o texto nesse momento e fomos localizar onde se encontrava meu tio.

Durante essa busca me pus a pensar sobre o motivo desse texto: André. Não quero comparar meu tio ao André. Mas eu me lembrei que meu tio teve uma vida comum. Não sendo mau marido, nem mau pai. Mas bebendo abundantemente e fumando maços e maços de cigarro por dia. De repente aos 45 anos, uma obstrução no esôfago lhe impede de se alimentar lhe causando além da deficiência alimentar, dores muito fortes. Processo de vai e vem pelos hospitais e postos de saúde sem nenhuma informação concreta sobre a doença, que levou cerca de três meses entre descoberta e o telefonema de meu pai. Após as buscas pelos hospitais, devido a uma dificuldade de contato telefônico com minha tia, conseguimos a informação que procurávamos: encontramos meu tio, mas o mesmo havia falecido a cerca de uma hora, vítima de uma hemorragia interna, causada pelo possível tumor existente no esofago ou nos pulmões.

Óbvio que paralizei os meus afazeres para conseguir levar maus pais até minha tia para essa situação.

Mas agora eu lhe pergunto? Onde estará meu tio?  Fica a pergunta para qual não tenho resposta, mas que me trás muita preocupação.

Mas voltando a meu texto sobre o filme … (continua)




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