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Filme: Além da Vida

Enviado por Marcelo 1 Comentário

Nessa última terça (22/03) a noite assisti ao filme Além da Vida (Hereafter, 2010), de Clint Eastwood, e achei o filme muito interessante. O filme não é uma obra espírita e apesar de ser centrado no tema da morte também não podemos chamar de suspense, ou drama espiritualista. O filme carece de momentos mais marcantes, mantendo-se sempre naquele morno, faltando um pouco de ritmo, mas passa uma mensagem muito boa.

O filme foca em perspectivas diferentes da morte, sob a visão de três personagens. George Lonegan, um médium vidente americano, Marie Lelay, uma jornalista francesa. e Marcus, um menino simples inglês: pessoas comuns, como eu e você, que acabam se deparando com a morte. Como nós, eles tem dúvidas que todos temos: por que morremos? Para onde vamos? O que acontece no momento da morte? Por que não falamos abertamente sobre isso? Para que saber tudo isso sobre a morte?

 

Marie, fugindo do tsunami.

Marie, fugindo do tsunami (Fonte: Divulgação)

 

Marie Lelay, a jornalista francesa, é uma profissional de muito destaque, ancora competente de um programa de TV, garota-propaganda de uma marca de celulares para uso corporativo, convive com pessoas totalmente discrentes nesses assuntos, sendo ela mesma discrente também. Mas em uma viagem, com seu chefe/namorado, acaba passando por uma tragédia, na qual é dada como morta, onde ela  é surpreendida por uma experiência de quase morte. Nessa experiência, Marie, tem uma visão do plano espiritual, não conforme os livros do André Luiz, com umbrais trevossos e sofrimentos inenarráveis, e sim um ambiente translúcido, sem sensação gravidade ou profundidade, onde diversos vultos ao seu redor a observam. Durante esse visão, algo acontece e Marie, retorna ao seu corpo, voltando a vida.

Essa situação marca a sua vida, fazendo-a refletir sobre a morte. Isso a leva aos nossos questionamentos, mas também leva a frieza com que as pessoas tratam o assunto, preferindo fazer de conta de ele não existe. Marie, então acaba passando como “louca” diante daqueles que se diziam seus amigos.

Já na américa, George Lonegan, um médium “verdadeiro”, está num momento de reencontro. O mesmo busca abandonar uma vida em que usava a mediunidade para ajudar as pessoas em troca de dinheiro. Seus “dons”, assim apresentado por seu irmão, trazia inumeras pessoas até ele, mas não o deixavam viver uma vida “normal”. Em busca dessa liberdade, tenta viver uma vida comum, mesmo sofrendo com efeitos colaterais que seus dons trazem. Ele em nenhum momento é citado como espírita, o foco mesmo está em sua mediunidade, que para nós espirita podemos definir como descontrolada, provavelmente devido a falta de estudo, já que George, só consegue dormir ouvindo mensagens e/ou histórias narradas, e não pode tocar em ninguém sem que estabeleça contato com um ente desencarnado da pessoa a quem toca. George considera-se uma aberração já que mesmo longe das sessões não consegue ter uma vida normal.

Vamos falar de Marcus, um jovem garoto inglês, e seu irmão Jason, que moram com sua mãe, uma mulher alcólatra e drogada, que passa parte de seus dias fora. Jason, por ser o mais velho assume o papel de pai, conduzindo e educando Marcus da melhor forma possivel, enquanto os dois esperam pela recuperação da mãe. Ambos unem esforços para acobertar as fraquezas dela, enganando até mesmo o serviço social para que não sejam enviados para a adoção temporária por outra família.

Um dia após essas peripécias com o serviço social, Jason opta por ir a farmácia comprar um remédio, ao invés de enviar Marcus conforme sua mãe havia pedido. Jason sai com o dinheiro, a receita e um celular. Durante o trajeto, Jason sofre um acidente e desencarna.

Marcus, não se conforma com a situação e não consegue continuar a sua vida, pois muitas dúvidas, além da saudade, enchem sua cabeça e seu coração. Nessa sua busca por respostas vemos diversos charlatões que são apresentados de maneira muita clara no filme. Pena que a maioria desses charlatões se denominam espíritas e acabam por denegrir a nossa imagem.

Bom o restante do filme, tem que assistir para ver, mas vemos de forma interessante como que a vida dessas três pessoas se unem pela morte. E podemos começar a avaliar qual o peso que a morte tem pra nós e o quanto nós temos conversado abertamente sobre com os nossos amigos e parentes, já que como espíritas, temos a certeza absoluta da morte e da continuidade da vida. Será mesmo que temos?

Recomendo apenas com uma ressalva, como já coloquei no início, o filme não é espírita e nem espiritualista. Sua temática é sobre pessoas e como estas encaram a morte.




coded by nessus

Uma Resposta até o momento.

  1. Tiago disse:

    – “O filme carece de momentos mais marcantes”???!!!
    Como assim???!!!…
    Quem é você???…
    Um crítico frustrado de cinema???
    Tenha paciência, meu caro…
    Um filme com um tema espiritualista e você quer mais momentos marcantes?!?!?!
    Eu acho que o assunto ESPIRITUALIDADE é um “Papo do Além” pra você…
    …você ainda não alcançou…


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